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Crítica: O Grande Truque, de Christopher Nolan

PhotobucketA partir de Amnésia (2000) cinéfilos de todo o mundo começaram a prestar atenção no diretor inglês Christopher Nolan. Depois veio o ótimo Batman Begins. Agora, com O Grande Truque (The Prestige, EUA/Reino Unido, 2006), Nolan confirma que é um dos melhores diretores em atuação.

A história se passa na Londres do final do século XIX; onde dois ilusionistas rivais alimentam o desejo de superar o oponente custe o que custar, revelando o caráter obsessivo que ambos empregam para atingir seus objetivos. Nolan repete a parceria de sucesso de Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas: um dos mágicos, Alfred Borden, é interpretado por Christian Bale. Seu oponente, Robert Angier, fica a cargo de Hugh Jackman.Também fazem parte do elenco o veterano Michael Cane, Andy Serkis, Scarlett Johansson e o cantor David Bowie, numa curiosa aparição como o excêntrico físico croata Nikola Tesla, figura conhecida por qualquer um que tenha um mínimo de interesse pelas ciências ditas exatas.

Nolan revela-se um cineasta completo. Ele sabe filmar, trabalha com bons diretores de fotografia e editores, e conhece bem como não se perder numa narrativa que avança e retrocede no tempo constantemente, como é o caso de O Grande Truque. Aliás, este fato é um dos pontos fortes do filme, Nolan passeia por passado e futuro sem nenhum pudor, e a platéia não sente dificuldade em se situar em que ponto da história encontra-se. Um bom filme no estilo quebra-cabeças foi montado, e Christopher consegue resolve-lo para o espectador de forma inteligente e elegante. Uma pequena citação aos filmes de ficção científica B é feita de maneira criativa (Tesla!), o que me agradou muito, no entanto, como fã do gênero, sou um pouco suspeito.

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Bale e Jackman estão muito bem em seus papéis. Depois de um período de esquecimento após O Império do Sol, Bale vem se firmando como um ator competente, e impõe a Borden a dissimulação e cretinice necessárias ao personagem. Já o australiano Jackman consegue transmitir a angústia que Angier vive devido à obsessão em submeter Borden, consumindo-o dia trás dia. Scarlett Johansson não repete o vigor que tem apresentado ns filmes de Woody Allen, tendo uma participação apática.

Um tema recorrente nos filmes de Nolan proporciona um ponto de intersecção com os filmes de Michael Mann: a ambição desmedida e a necessidade de superação, custe o que custar, literalmente. Em O Grande Truque o que ocorre não é diferente, e o filme, apesar de pouco discutido e subestimado, é superior a O Cavaleiro das Trevas, o filme mais conhecido do diretor.

Notas (numa escala de 0 a 5):

– Imagem: 4

– Som: 4

– Geral: 4

*Imagens: www.rottentomatoes.com

2 Respostas

  1. Eu ADORO esse filme.

    Para começar se passa na Inglaterra vitoriana, que eu adoro. Além disso o enredo é super bem-construído e o estilo de narrativa não-linear adotado pelo Nolan realmente me atrai.

    Prende a atenção do início ao fim, altamente recomendado o/

  2. Deve ser porque não prestei atenção no começo que ficou difícil de acompanhar o tempo do filme. Confunde um pouco, mas apesar disso, é um ótimo filme. Ótima direção de fotografia.
    (mas se for escolher entre The Prestige e The Illusionist, mil vezes The Illusionist)

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