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Fanfic: Batman Resigns – Parte 6

E aê, crianças? Eis aqui a sexta parte de Batman Resigns para vocês. Adcionalmente, lhes trago outro conto do mestre Lovecraft, Um Sussurro nas Trevas, que será postado ao longo das próximas semanas.

E mais um recado, pessoal: aqueles que quiserem ter seus contos exibidos em nosso site, podem mandá-los para engavetados@gmail.com, com o título do e-mail sendo “Histórias de uma Gaveta”. Não percam essa oportunidade!

BATMAN RESIGNS

Capítulo VI

“Você já dançou com o demônio sob a luz do luar?”.

Mais uma manhã tinha início no Condado de Castlewood, e Bruce Wayne adentrava a sala de jantar, onde o café da manhã já estava servido. Naquele momento Wilfred trazia numa bandeja alguns bules de café e leite que faltavam, saudando o hóspede assim que o viu:

–       Bom dia, Bruce.

–       Bom dia, Wilfred.

Logo depois o mordomo seguiu até a porta que levava à cozinha, mas antes de deixar a sala, recuou alguns passos até a mesa ao notar algo sobre ela, do lado oposto ao qual Bruce se sentara. Tratava-se de um exemplar de jornal com uma manchete no mínimo aterradora:

Massacre em Gotham: centenas de mortos!

Apreensivo, o criado certificou-se que Wayne não notara aquela edição do periódico e em seguida apanhou-a discretamente, colocando-a debaixo de um dos braços enquanto caminhava tranqüilamente até a cozinha. Após todos os seus esforços, aquela notícia fatídica simplesmente não podia fazer seu sobrinho em consideração voltar a Gotham! Todavia, assim que seus dedos cobertos por uma luva branca tocaram a maçaneta da porta, o irmão de Alfred ouviu Bruce chamá-lo:

–       Wilfred!

–       Sim? – indagou o empregado voltando-se lentamente para o norte-americano, um sorriso na face.

–       Estas panquecas estão simplesmente extraordinárias, elogie os cozinheiros por mim, sim?

–       Certamente, Bruce – respondeu Pennyworth, ocultando seu alívio.

O mordomo finalmente saiu do recinto e, logo que ganhou a cozinha, tratou de jogar o jornal na lixeira mais próxima. Tinha de manter Bruce ali, distante da cidade sombria que ele por tantos anos insistira em defender. Ao menos até que ele esquecesse completamente o Batman…

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Em seu esconderijo em Gotham, Coringa, sentado na mesma poltrona reclinável forrada de palhaços, tinha em mãos um exemplar do Gotham Globe com uma manchete semelhante à presente no jornal britânico do qual Wilfred se livrara antes que Bruce pudesse vê-lo. Sorrindo amplamente, o Príncipe-Palhaço do Crime exclamou:

–       Minha performance não poderia ter sido melhor! O prefeito está morto, a cidade em polvorosa e o comissário de polícia é nosso prisioneiro… Melhor, impossível!

–       Concordo plenamente, pudinzinho! – disse Arlequina, surgindo atrás da poltrona e abraçando o peito do amado, cobrindo-lhe o pescoço de beijos. – Mas o que faremos com ele?

–       Essa é a melhor parte, meu amor… É a melhor parte!

Ambos soltaram longas e apavorantes gargalhadas, que se estenderam por vários minutos como se fossem apenas uma.

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Numa sacada de frente para o amplo e belo jardim da mansão, Elizabeth Castlewood, sentada diante de uma moldura sustentada por um cavalete, alternava seus movimentos entre passar o pincel sobre a tela que pintava e apanhar algo para beber ou comer na pequena mesa dobrável à sua esquerda, onde havia uma modesta parcela do café da manhã servido na sala de jantar. À sua direita havia outro pequeno móvel, este com vidros de tinta e outros materiais que a jovem utilizava em seu trabalho.

–       Então é por isso que não vi você lá embaixo, está aqui, pintando – disse Bruce, que entrara no cômodo e agora se aproximava por trás da nobre.

–       Sim, adoro fazer isso às vezes pela manhã – respondeu a lady, voltando-se brevemente para o hóspede.

Os raios solares deixavam Elizabeth ainda mais linda, com seus cabelos loiros brilhando como se irradiassem luz própria. Após contemplá-la por alguns instantes, Wayne passou a admirar o quadro que ela pintava com imensa leveza de traços: tratava-se de uma representação do jardim, com o céu anil e o verde das plantas combinando numa visão agradável e sonhadora. Impressionado, o milionário afirmou:

–       Você tem talento!

–       Obrigada – agradeceu a jovem, apanhando uma xícara de chá sobre a mesinha dobrável e tomando um gole da bebida. – A pintura é um dos meus hobbies, uma genuína terapia. Ela me ajuda a esquecer a dor que muitas vezes pulsa dentro de mim…

–       O que eu ainda não compreendi é a razão dessa dor… – murmurou Bruce, caminhando pelo quarto. – O que a aflige tanto?

–       Ainda não me revelou toda a verdade a respeito de si, senhor Bruce… – replicou Elizabeth, olhos focados na tela e em sua mão direita, que manuseava o pincel. – Ontem, durante o passeio a cavalo, pareceu estar ocultando coisas de mim… Talvez quando resolver contá-las, eu também me abra a respeito de minhas tristezas…

–       Creio que nossas vidas não sejam como quadros, os quais qualquer pessoa pode admirar e interpretar livremente…

–       Quando o senhor achar ser o momento certo de me mostrar as verdadeiras cores de sua vida, Bruce, eu lhe revelarei as minhas…

Sem ser visto por Elizabeth, Wayne assentiu com a cabeça e dirigiu-se até a saída do cômodo, pensando em que cores sua vida teria se fosse transposta para uma pintura. Provavelmente tons sombrios, com um preto soturno, um cinza espectral, um vermelho sanguinolento… Tal cromatismo apenas acentuava sua penúria.

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O Comissário Gordon sentiu certa dificuldade em abrir os olhos, mas o fez. O gás do Coringa realmente lhe arrancara a consciência por muitas horas, talvez dias. A visão embaçada do chefe de polícia aos poucos se tornou nítida, e ele pôde observar o bizarro local em que se encontrava: era um amplo local fechado, porém com aparência de ambiente aberto, possuindo teto e paredes num tom avermelhado que lembrava o céu de Gotham. Ao redor de si viu várias barracas e stands coloridos que sem dúvida alguma caracterizavam um parque de diversões, ilusão reforçada por uma música de fanfarra emitida por alto-falantes.

Erguendo-se do chão, Gordon percebeu, para sua grande surpresa, que estava quase totalmente sem roupa, usando apenas uma cueca samba-canção com bolinhas vermelhas bem diferente da roupa de baixo que trajava no momento em que desmaiara na Gotham Plaza. Confuso, o Comissário logo ouviu uma gargalhada próxima, e começou a compreender o que estava acontecendo…

Diante de seus olhos surgiu a figura do Coringa, que vestia terno e calças brancos com uma gravata borboleta vermelha, além de um chapéu na cabeça que era um misto das duas cores. Tinha nos pés sapatos de sapateado e numa das mãos uma bengala em cuja ponta via-se uma pequena réplica de seu rosto, um sorriso insano assim como no original.

–       Bom dia, Comissário! – berrou o criminoso, alucinado. – Dormiu bastante, hem? Está até sem roupa! A festa deve ter sido de arromba, ha, ha, ha, ha, ha!

–       Seu cretino, doido varrido! – exclamou Gordon, revoltado. – Apodrecerá na cadeia, seu psicopata! Batman virá e acabará com você!

–       Batman? – indagou Coringa, fingindo medo. – Ai, estou apavorado!

Logo depois o maníaco explodiu, sua saliva voando sobre a face do Comissário enquanto gritava:

–       Ora, faça-me o favor! Vocês projetaram aquele sinal horrível no céu ontem e nem sinal do morceguinho! Ainda acha mesmo que ele virá lhe salvar de mim, seu imbecil?

–       De nós! – complementou uma voz feminina.

Arlequina surgiu ao lado do amado numa cambalhota, usando seu mesmo traje de bobo da corte. Ela beijou rapidamente a boca do Coringa e, em seguida, este bradou, abrindo os braços:

–       Bem, caro Comissário, seja bem-vindo à “Coringolândia”!

Nesse instante várias luzes se acenderam pelo local, e o volume da música de fundo tornou-se mais alto. O Príncipe-Palhaço do Crime agarrou Gordon por um dos braços, puxando-o até uma das barracas. Era um stand de tiro ao alvo. Coringa retirou um pequeno controle remoto do bolso e, pressionando o botão que havia nele, fez surgir um enorme alvo circular de listras vermelhas e brancas que girava, tendo preso ao centro o cadáver já fétido do prefeito Chip Shreck, roupas tingidas de sangue. O Comissário ficou horrorizado, recuando alguns passos.

–       Olhem só nosso convidado especial! – berrou o psicopata, rindo sem parar. – É uma pena que ele seja um pouco podre… Ha, ha, ha, ha, ha, ha! Entendeu? Podre! Ha, ha, ha!

–       Seu maldito lunático, vai pagar por tudo isso… – resmungou Gordon.

–       Eu já paguei, Comissário, e confesso que essas barracas saíram mais baratas do que pensava, ha, ha! Agora, vamos nos divertir um pouco!

Numa bancada de frente para o alvo estavam dispostos alguns revólveres, sendo que Coringa apanhou um deles e, num sorriso maquiavélico, começou a dizer:

–       Enquanto eu estava fora, li alguns jornais de Gotham e descobri coisas interessantes… Entre elas que o Departamento de Polícia e a administração atual divergiam totalmente no tocante aos métodos de combate ao crime. Enquanto o Comissário contava com o Batman como vital aliado, o prefeito Shreck queria vê-lo fora das ruas, assim como agora. De qualquer maneira, chegou a oportunidade de resolver suas desavenças com Chip, Comissário. Vamos ver se é bom de pontaria!

–       Eu nunca participarei desses seus jogos doentios! – protestou Gordon, indignado.

–       Ah, irá sim! – disse Arlequina em tom brincalhão, abraçando o comandante da polícia com um dos braços e usando o outro para lhe encostar o cano de uma pistola automática no queixo.

–       Minha amante e assistente é muito persuasiva, Comissário! – riu Coringa, estendendo o revólver para Gordon. – Então, vai cooperar ou deseja ser transformado em outro alvo?

Com a cara amarrada, o chefe de polícia apanhou a arma num movimento brusco, apontando-a em seguida na direção do alvo giratório. Fez mira por alguns instantes, hesitou e, ao sentir Arlequina pressionar ainda mais o cano da pistola contra sua pele, finalmente disparou, olhos fechados.

A bala atingiu o centro do cadáver do prefeito, que para espanto de Gordon foi imediatamente tomado por violentas chamas. Enquanto Shreck era desintegrado pelo fogo, um terrível cheiro de carne queimada tomando o lugar, Coringa exclamou após uma gargalhada:

–       Bala incendiária! Minha favorita, ha, ha!

–       Seu maluco! – gritou o Comissário. – Eu vou…

–       Calma, calma! – recomendou Arlequina, fazendo Gordon se lembrar mais uma vez que poderia ter seus miolos estourados a qualquer momento. – Ainda não viu a atração principal!

–       É mesmo, minha querida, eu já estava me esquecendo! – berrou Coringa. – Venha comigo, Comissário!

O criminoso caminhou alguns metros entre as barracas, sendo seguido por Arlequina, que por sua vez arrastava Gordon sem desencostar a arma da cabeça deste. Logo pararam diante da entrada de um grande tubo colorido que lembrava um poço. O Comissário estremeceu, enquanto Coringa perguntava:

–       Por acaso conhece o cúmulo do masoquismo?

Gordon negou com a cabeça.

–       Bem, trata-se de escorregar por um tobogã de lâminas de barbear, depois cair numa piscina de álcool e por fim se enxugar usando palhas de aço – respondeu Napier. – Mas como no caso seria um masoquista quem realizaria tais atos extremamente penosos, não haveria graça, pois ele amaria cada estímulo de dor que seu corpo recebesse… Por isso eu alterei um pouco a piada, transformando-a no cúmulo do sadismo: alguém joga uma pessoa que não tem nada de masoquista num tobogã de lâminas de barbear, passando por uma piscina de álcool e por fim, se ela agüentar, sendo enxugada com palhas de aço… Como pode ver, Comissário, já está usando vestes apropriadas!

–       Mas o quê? – espantou-se Gordon, que nunca sentira tanto medo em sua vida.

Totalmente de súbito, Arlequina empurrou o comandante da polícia para dentro do tubo. Seus gritos de susto tornaram-se gritos de dor assim que atingiu o tobogã mencionado por Coringa, as lâminas de barbear contínuas e aos milhares transformando sua pele e músculos em frangalhos, uma verdadeira cascata de sangue despencando junto consigo pela superfície inclinada. Logo Gordon começou a rolar pelo trajeto infernal, perdendo os olhos e tendo o rosto completamente desfigurado. Seus berros cessaram assim que uma lâmina atravessou sua garganta. Sentiu a vida deixar seu corpo retalhado rapidamente, e tombou já morto dentro do tanque de álcool no final do trajeto. O cadáver, que não lembrava em nada uma pessoa, mas apenas uma massa vermelha disforme jorrando sangue, afundou imóvel no líquido, tingindo-o de rubro. Depois voltou lentamente à superfície, ao mesmo tempo em que Coringa e Arlequina surgiam no local por uma escada, esta última empurrando um carrinho de supermercado repleto de palhas de aço.

–       Oh, que pena! – exclamou o Príncipe-Palhaço do Crime, fingindo uma cara triste. – Ele realmente não chegou vivo para que pudéssemos enxugá-lo… Porém o tobogã em si já foi diversão suficiente!

–       O que faremos com o corpo?

–       Tire-o do tanque, já tenho algo em mente!

A assistente foi cumprir a tarefa, enquanto o psicopata ria do que acabara de fazer. Não poderia estar se saindo melhor, não mesmo!

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Na tarde daquele dia, Bruce Wayne caminhava pelos corredores da Mansão Castlewood, admirando o luxo e a beleza da residência, quando algo chamou sua atenção: numa mesinha próxima à entrada da sala de jogos havia alguns porta-retratos com fotos antigas, algumas em preto e branco.

Numa delas podia-se ver claramente um casal de adultos e duas meninas, todos sorridentes. O milionário imediatamente reconheceu uma delas como sendo Elizabeth quando criança, os traços eram inconfundíveis. O casal com certeza era formado pelos pais dela… Mas, quem seria a outra garota, que aparentava ser um pouco mais nova que a lady?

Cheio de dúvidas e hipóteses, Wayne afastou-se dali pensativo. Tinha de saber mais sobre a vida da proprietária daquela casa, porém para isso teria também de deixar que ela soubesse mais sobre si e seus traumas… Valeria a pena? Bruce estava cada vez mais confiante que sim.

Na lavanderia da mansão, Wilfred acabara de entrar com uma cesta de roupa suja em mãos, abrindo a tampa de uma das máquinas de lavar para iniciar mais uma tarefa doméstica. Enquanto a realizava, entretanto, Elizabeth adentrou o local com um semblante deprimido, e logo o mordomo percebeu que ela estava chorando.

–       Minha nossa, milady! – exclamou ele, largando o que fazia para ir amparar a jovem. – O que aconteceu?

–       Eu não posso mais suportar, Wilfred – disse ela entre soluços, abraçando o empregado com força. – Vejo Emma em cada canto da mansão, cada parede, cada porta! Eu ouço a voz dela no próprio vento, na minha própria voz! Não consigo mais viver com toda essa culpa no meu coração, Wilfred!

–       Acalme-se, minha querida… Nós dois sabemos muito bem que você não teve culpa de nada. Foi uma fatalidade. Emma com certeza não gostaria de vê-la se martirizando desse jeito…

–       Nada é capaz de aliviar o que sinto… Toda vez que penso no fato de que eu poderia ter evitado a morte dela, uma pontada de dor e tristeza dilacera minha alma. As coisas nunca voltarão ao normal, Wilfred, nunca!

Chorando com maior intensidade, a jovem desvencilhou-se dos consoladores braços do mordomo e deixou a lavanderia rapidamente. Sozinho no cômodo, Wilfred não pôde fazer mais nada a não ser soltar um suspiro de pesar, sofrendo muito por ver sua filha em consideração naquele estado de tamanho tormento.

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Gotham City.

A tarde findava. Na frente da prefeitura da turbulenta metrópole, a promotora distrital Jane Dent estava para iniciar um pronunciamento diante de uma grande aglomeração de cidadãos que havia no local, sem contar os demais habitantes da cidade que acompanhavam tudo pela TV. Após sair do prédio e descer pela escadaria deste sob flashes, a mulher aproximou-se dos microfones, começando a falar num tom firme e determinado:

–       Prezados cidadãos de Gotham, sei que todos vocês estão assustados e preocupados com a segurança pública de nossa cidade após o infeliz ataque à Gotham Plaza ocorrido ontem. O prefeito interino me colocou no comando da força policial devido ao desaparecimento do Comissário Gordon e, com esta nova responsabilidade em minhas mãos, garanto que batalharei sem qualquer temor ou hesitação para colocar todos os meliantes atrás das grades! Digo ainda que…

Nisso, um policial se aproximou de Jane com um saco roxo numa mão e o nariz tampado com a outra, pois o que quer que houvesse dentro do embrulho era, sem dúvida alguma, algo extremamente mau-cheiroso. Cutucando um dos ombros da promotora, ele disse com face de desgosto:

–       Desculpe interromper, senhora Dent, mas isto acabou de chegar, e informaram ser uma entrega urgente!

Intrigada, Jane colocou o saco diante dos microfones e, abrindo-o, começou a gritar desesperada, o som estridente de suas cordas vocais se propagando por toda a área. Em seguida a filha de Harvey Dent caiu desmaiada, enquanto o mesmo policial que trouxera o pacote ia averiguar o que havia nele… Toda a multidão se apavorou assim que o homem da lei retirou um braço decepado de dentro dele.

Foi quando houve uma interferência tanto na freqüência dos alto-falantes quanto na freqüência de TV, e os telespectadores de Gotham viram com grande apreensão a figura do Coringa, usando seu inconfundível traje verde e roxo, sentado numa poltrona forrada de palhaços e tendo no rosto um sorriso incrivelmente maligno.

–       Olá, Gotham City! – saudou ele, sua voz insana perturbando os corações dos moradores que estavam diante da prefeitura e também os daqueles que se encontravam no aconchego de seus lares. – Espero que estejam felizes em me ver, pois eu estou muito feliz em vê-los, ha, ha, ha! Eu tomei a liberdade de enviar para a prefeitura os restos do Comissário Gordon, e vejo que a promotora Dent não é tão forte quanto dizem!

O Príncipe-Palhaço do Crime deu uma longa gargalhada, até que finalmente continuou:

–       Vocês provavelmente estão se perguntando por que eu voltei, e também devem estar apavorados porque agora não há nenhum Batman para defender suas vidinhas sem graça! A questão é que esta cidade deu muito para mim, e agora eu desejo retribuir. De coração. E pode haver ocasião melhor do que o 217º aniversário? Eu acredito que não, meus caros! E até o grande dia, precisarei da colaboração de todos vocês para que a festa seja, literalmente, de matar! Que os preparativos comecem!

E, num bater de palmas, Coringa fez com que a transmissão voltasse ao normal. A promotora Dent, que já recobrara a consciência, ergueu-se do chão e, com os cabelos despenteados, disse através dos microfones, pálida e tentando ocultar seu terror:

–       Não se preocupem, cuidaremos para que tudo fique sob controle!

Mal sabia Jane que naquele exato momento os quatro maiores bancos de Gotham eram simultaneamente assaltados pelos capangas do Coringa. A arrecadação de fundos tivera início…

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