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Desenterrando Tranqueiras: Tropas Estelares

Salve, camaradas!
No Desenterrando de hoje, eu substituo o Fly e trago pra vocês uma pontinha de uma das obras de Ficção Científica mais espetaculares que já tive o prazer de ler. Como um livro sério e que se propôe a fazer seus leitores pensarem, Tropas Estelares é amado por uns e odiado por muitos (todos, certamente comunistas e mulherzinhas). Sendo assim, eu serei franco: sou um dos que amam o livro. Não esperem qualquer imparcialidade aqui, meus caros.
Tropas Estelares foi escrito por Robert A. Heinlein e publicado em capa-dura pela primeira vez em 1959. Ganhou no ano seguinte o Prêmio Hugo, o Oscar da Ficção Científica, como Melhor História. A narrativa tange assuntos como militarismo, sufrágio, pena capital e, o mais divertido, guerra contra alienígenas insetóides. Exatamente por tocar em assuntos de cunho social e político, foi diversas vezes acusado de ser um “poster de propaganda em formato de livro”, de servir mais como veículo para as visões políticas de Hainlein do que uma obra de SciFi (falácia comunista, obviamente).
O livro é escrito em primeira pessoa, trazendo como narrador e protagonista o soldado da Infantaria Móvel Juan “Johnie” Rico, explicando na forma de flashbacks sua história desde o fim do colégio até sua integração nas forças armadas da Federação Terrestre e sua guerra contra a raça alienígena conhecida como “Os Insetos”. Apesar de se passar em um momento de guerra e trazer narrativas de conflitos em suas páginas, o foco de Tropas Estelares é mesmo os aspectos filosóficos e morais da sociedade governada por uma meritocracia que, apesar de dar direitos de livre discurso, imprensa e religião à sociedade civil, permite apenas aos que serviram à Federação ter direito à voto e se engajar nas atividades políticas.
Sobre a Infantaria Móvel e a guerra com os insetóides. Um dos pontos mais interessantes do livro são os trajes tecnológicos utilizados pelos soldados da IM, um recurso original tão importante que os define, dando-lhes um papel híbrido de unidade de infantaria e unidade de blindados, no entanto extremamente superior a ambas, o suficiente para torná-las obsoletas. O exoesqueleto lhes dá agilidade e força sobre-humanas, permitindo-os carregar peças de armamento extremamente pesadas, inclusive ao nível nuclear, ao mesmo tempo que lhes protege com uma blindagem reforçada e um ambiente isolado e auto-contido, uma infinidade de sensores e equipamentos extras. Outro ponto delineador de um soldado da Infantaria Móvel é a capacidade de salto orbital, permitindo que sejam utilizados tanto como uma unidade para “queimar e esmagar” bem como para ataques cirúrgicos muito além das linhas inimigas. Em uma cena fictícia narrada por um personagem do livro, um soldado da IM pergunta quem era Napoleão Bonaparte ao se deparar com seu túmulo. Ao receber a resposta de que aquele era o maior soldado de todos os tempos, o “space marine” pergunta onde ele havia feito seus saltos…
Os insetóides aqui não são simplesmente uma infestação galática como demonstrado no atentado-em-forma-de-filme, mas uma espécie alienígena tecnologicamente avançada, que se utiliza de naves e armas poderosas. Seus aliados, chamados de “Magrelos”, também diferentemente do desenho animado que passou aqui no Brasil durante um tempo, não eram escravos psíquicos dos insetóides, mas realmente aliados, dando à entender que os insetóides eram seres realmente conscientes e inteligentes, capazes de negociar quando preciso. Mas é claro, para o nosso deleite, estavam mais interessados em guerrear com os humanos.
Para finalizar, um aviso! Se você nunca leu o livro, não seja enganado por aquela coisa lançada nos cinemas em ’97 por Paul Verhoeven. O filme da década de noventa – e suas sequências, que chegam ao nível do ridículo de tão ruins – são no máximo uma paródia de extremo mal gosto do livro homônimo. Quase nada da história original é mantido na película e a Federação é tratada claramente como um governo facista e propagandista. Sequer os exoesqueletos são mantidos, e eles são simplesmente a característica mais marcante da Infantaria Móvel!
Realmente recomendo o livro a todos os fãs de SciFi, bem como aqueles que gostam de boas histórias de guerra. Também recomendo aqueles que desejam encontrar um “algo mais” na leitura e provocar reflexões e contestação, além do bom e velho divertimento.

Salve, camaradas!

Capa do livro com uma das naves insetóides
Capa do livro com uma das naves insetóides

No Desenterrando de hoje, eu substituo o Fly e trago pra vocês uma pontinha de uma das obras de Ficção Científica mais espetaculares que já tive o prazer de ler. Como um livro sério e que se propôe a fazer seus leitores pensarem, Tropas Estelares é amado por uns e odiado por muitos (todos, certamente comunistas e mulherzinhas). Sendo assim, eu serei franco: sou um dos que amam o livro. Não esperem qualquer imparcialidade aqui, meus caros.

Tropas Estelares foi escrito por Robert A. Heinlein e publicado em capa-dura pela primeira vez em 1959. Ganhou no ano seguinte o Prêmio Hugo, o Oscar da Ficção Científica, como Melhor História. A narrativa tange assuntos como militarismo, sufrágio, pena capital e, o mais divertido, guerra contra alienígenas insetóides. Exatamente por tocar em assuntos de cunho social e político, foi diversas vezes acusado de ser um “poster de propaganda em formato de livro”, de servir mais como veículo para as visões políticas de Heinlein do que uma obra de SciFi (falácia comunista, obviamente).

O livro é escrito em primeira pessoa, trazendo como narrador e protagonista o soldado – filipino e não argentino – da Infantaria Móvel Juan “Johnie” Rico, explicando na forma de flashbacks sua história desde o fim do colégio até sua integração nas forças armadas da Federação Terrestre e sua guerra contra a raça alienígena conhecida como “Os Insetos”. Apesar de se passar em um momento de guerra e trazer narrativas de conflitos em suas páginas, o foco de Tropas Estelares é mesmo os aspectos filosóficos e morais da sociedade governada por uma meritocracia que, apesar de dar direitos de livre discurso, imprensa e religião à sociedade civil, permite apenas aos que serviram à Federação ter direito à voto e se engajar nas atividades políticas.

Sobre a Infantaria Móvel e a guerra com os insetóides. Um dos pontos mais interessantes do livro são os trajes tecnológicos utilizados pelos soldados da IM, um recurso original tão importante que os define, dando-lhes um papel híbrido de unidade de infantaria e unidade de blindados, no entanto extremamente superior a ambas, o suficiente para torná-las obsoletas. O exoesqueleto lhes dá agilidade e força sobre-humanas, permitindo-os carregar peças de armamento extremamente pesadas, inclusive ao nível nuclear, ao mesmo tempo que lhes protege com uma blindagem reforçada e um ambiente isolado e auto-contido, uma infinidade de sensores e equipamentos extras. Outro ponto delineador de um soldado da Infantaria Móvel é a capacidade de salto orbital, permitindo que sejam utilizados tanto como uma unidade para “queimar e esmagar” bem como para ataques cirúrgicos muito além das linhas inimigas. Em uma cena fictícia narrada por um personagem do livro, um soldado da IM pergunta quem era Napoleão Bonaparte ao se deparar com seu túmulo. Ao receber a resposta de que aquele era o maior soldado de todos os tempos, o “space marine” pergunta onde ele havia feito seus saltos…

Os insetóides aqui não são simplesmente uma infestação galática como demonstrado no atentado-em-forma-de-filme, mas uma espécie alienígena tecnologicamente avançada, que se utiliza de naves e armas poderosas. Seus aliados, chamados de “Magrelos”, também diferentemente do desenho animado que passou aqui no Brasil durante um tempo, não eram escravos psíquicos dos insetóides, mas realmente aliados, dando à entender que os insetóides eram seres realmente conscientes e inteligentes, capazes de negociar quando preciso. Mas é claro, para o nosso deleite, estavam mais interessados em guerrear com os humanos.

Uma representação relativamente fiel dos exoesqueletos da Infantaria Móvel
Uma representação relativamente fiel dos exoesqueletos da Infantaria Móvel

Para finalizar, um aviso! Se você nunca leu o livro, não seja enganado por aquela coisa lançada nos cinemas em ’97 por Paul Verhoeven. O filme da década de noventa – e suas sequências, que chegam ao nível do ridículo de tão ruins – são no máximo uma paródia de extremo mal gosto do livro homônimo. Quase nada da história original é mantido na película e a Federação é tratada claramente como um governo facista e propagandista. Sequer os exoesqueletos são mantidos, e eles são simplesmente a característica mais marcante da Infantaria Móvel!

Realmente recomendo o livro a todos os fãs de SciFi, bem como aqueles que gostam de boas histórias de guerra. Também recomendo aqueles que desejam encontrar um “algo mais” na leitura e provocar reflexões e contestação, além do bom e velho divertimento.

12 Respostas

  1. Cara, to ficando assustado…
    Ontem me falaram do filme de Starship Troopers…
    Hoje eu vejo esse post… Bah… Realmente, dos 3 filmes só salva o primeiro…

    E fica a minha dica… Se alguém quiser ver o primeiro…
    Ele pode ser puxado aqui…

    http://tudofreedownloads.blogspot.com/2008/02/tropas-estelares-starship-troopers-1997.html

  2. Cara até concordo com você em relação as adaptações dos livros para filmes, pouquissimos conseguem fazer a parada como deve ser feito. Pelo que você diz , realmente o filme não tem nada haver com o livro, até gostaria muito que os soldados do filme usassem os exoesqueletos, pelo menos alguns deles.

    Mas se não for comparado ao livro o primeiro filme é muito bacanudo, só não tem um final decente, mas é bem louco.

    Já as sequencias pode escraxar, eles são pessimos.

    abraço

  3. O Aiken me passou esse livro já tem alguns meses. Tou com ele aqui, as vezes leio uma página aleatória, mas só não tive coragem ainda para começar de fato.

    Tenho muito interesse nessa história, admito que até gostei do filme na época que lançou (não sei se me atrevo a assistir novamente).

  4. puz, nãosabia q tinha um livro! pq mudaram pra argentinos no filme?

  5. Isso é o de menos, se não me engano no filme, eles transformaram um cara do livro em uma mulher. Tem coisa mais escrota? Hahaha

  6. Tarta:

    Eu tenho uma relação de amor e ódio com o primeiro filme, cara. Ele é ao mesmo tempo um dos meus filmes favoritos e um dos mas toscos que já assisti. Tem muita coisa ali bizonha, mas eu sou viciado nele só pela escrotização. Quer um exemplo? Eu mudo de nome se você conseguir me dizer um único soldado do filme inteiro que use alguma tática inteligente, ao invés de simplesmente correr feito um maluco, gritando e esperando que seus disparos acertem algo magicamente…

    Fábio:

    Não me pergunte, cara… Eles podiam colocar ele como americano até, já que eles simplesmente nunca disseram o verdadeiro nome do personagem no filme, que é Juan e não John. Acho que eles tinham medo de que um personagem central Filipino iria desfazer a imagem de governo nazi-facista que eles queriam passar no filme…

    Fly:

    Exatamente, cara. Era o Flores, que no filme aparece como a mulherzinha tarada pelo Rico… No livro, ele só é citado no primeiro capítulo, e mesmo assim muito mal…

  7. a atriz que faz a flores ´bem gostosinha

  8. é verdade bem boazinha a flores, ela faz até um cafune no Rico no filme. Sou suspeito para falar do filme, assisti bem moleque no cinema. Mas garanto que se eu avistasse uma aranha daquele tamanho na minha frente, correria gritando que nem louco, atirando a esno.

    HUAIhaihauhaiiua

  9. Achei o desenho muito bom,vi o filme e odiei!

  10. Acho que sou a única pessoa no planeta que adora o filme Tropas Estelares. Sei lá eu porque, mas é meu filme preferido.

    Mas odiei as sequências, sou fã mas não otário.

  11. @programad: falou tudo meu amigo.

  12. Acabei de assistir a serie completa animada e digo que vale muito a pena, simplesmente fantastica, mas uma pena ela ser inacabada… Gostei muito do primeiro filme, vi quando era muleque, mas o segundo achei horrivel e o terceiro nem perdi tempo de ver… Vou ver se leio esse livro pra ver como fica o final, ja que a serie num mostra. Mas os Roughnecks sao demais, espero que tenha eles no livro.

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