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Crítica: 2012, de Roland Emmerich

PhotobucketQuem nunca pensou em como seria o fim do nosso planeta, ou mesmo o fim da civilização como a conhecemos? Diversos cineastas  hollywoodianos já passearam pelo tema, dada a curiosidade que o fato desperta e as possibilidades financeiras que daí podem surgir; e o diretor Roland Emmerich talvez seja aquele mais marcado pela predileção em mostrar coisas indo pelos ares e gente morrendo de forma grandiosa. Entretanto, a nova empreitada desse alemão no trabalho de explodir cidades, países, e mais o que apareça pela frente, rende um filme repetitivo, bobo, e alicerçado em efeitos visuais competentes; mas que não oferecem nada de original. Trata-se de 2012 (EUA/Canadá, 2009), filme-catástrofe onde drama, ação e comédia tentam ser misturadas de forma bastante confusa e equivocada.

É interessante como o diretor, que está prestes a completar 20 anos realizando filmes grandes nos Estados Unidos, ainda não entendeu como se livrar das armadilhas que existem quando se pretende inserir drama em filmes de ação. De fato, em 2012 Emmerich faz uma colcha de retalhos de muitos outros filmes, todos eles dirigidos pelo próprio Emmerich! Qualquer pessoa que acompanhe a carreira do diretor vai reconhecer facilmente não apenas cenas chupadas, mas cópias perfeitas de sequências de filmes como Independence Day, Godzilla e O Dia Depois de Amanhã. Ou seja, fica a impressão que Roland não consegue inovar e permenece na inércia de contar sempre a mesma história, mudando apenas os atores. A fórmula, apesar de batida, parece não incomodar o frequentador comum dos cinemas, dado o retorno financeiro certo que o filme trará.

Reluto em ceder às opiniões dos que afirmam que Emmerich está numa constante homenagem aos filmes B dos anos 50 e 60, ou que para o tipo de diversão que ele se propõe a mostrar o cérebro tem que ficar em stand-by por 3 horas. Paguei o ingresso para ver um filme-catástrofe sim, Photobucketquero ver ação e coisas sendo explodidas, mas a satisfação ao sair da sala de cinema não é obtida apenas com isso. As relações e problemas familiares mostrados no filme, além dos personagens secundários extremamente caricatos, beiram o risível, e os diálogos que emergem dessas situações causam até certo constrangimento; teria sido melhor que Emmerich e Harald Kloser, roteiristas, tivessem eliminado toda a tentativa bizarra de arrancar lágrimas da platéia, focando na história do cataclisma global e no crescendo da tensão.

De fato, como já mencionado, a história lembra bastante a de O Dia Depois de Amanhã, porém tendo como ponto de partida uma profecia Maia bastante divulgada ultimamente que trata de um possível fim dos tempos no ano vindouro de 2012. Entretanto, ao invés de explorar um pouco mais esse viés histórico, os roteiristas optam por fornecer uma explicação científica amalucada e rápida, o que deixa uma sensação de trama superficial. Então, descontando estas falhas, Emmerich mergulha fundo na criação do impacto visual. PhotobucketAs cenas de ação são particularmente bem construídas, detalhadas, e até certo ponto tensas. Infelizmente, algumas perdem a força do thrilling por estarem envoltas numa névoa cômica e mal utilizada, diferentemente do que ocorreu em O Dia Depois de Amanhã, onde Emmerich conseguiu casar de forma aceitável momentos de comédia/drama e ação frenética.

Vendo 2012, fico preocupado pelos diálogos que Emmerich tem o despudor de mostrar, e a forma como o diretor não sabe usar os clichês do gênero ação/catástrofe a seu favor, principalmente pelo fato de este senhor estar encarregado da adaptação de uma obra seminal da ficção científica, Fundação, de Isaac Asimov. Neste caso, apenas a presença do elemento visual não salvará a pele de Emmerich, e a adaptação de uma obra tão querida por muitos vai requerer um pouco mas de cuidado.

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 4.5

Som: 4.5

Geral: 2

*Imagens: Rotten Tomatoes

**Trailer:

Photobucket

5 Respostas

  1. rs… Eu não esperava mesmo que saísse um clássico de um filme desses totalmente comercial, a começar pelo próprio título.

    Mas então, eu já não pensava em assistir ao filme antes da crítica, e agora tenho certeza que não verei. Pode falar, o mundo acaba ou não acaba? Hehehe

  2. SPOILER!!!!!!!
    @Fly: Acaba porra nenhuma, hehehe

  3. Juro que tava pensando em ir ver hoje à noite, para desligar o cérebro depois que saísse do meu plantão de domingo. Depois dessa….

    =*

  4. Fábioooooooooooooooooo

    para de destruir o filme como um todo e me fala como tá atuação do Cusack e dos outros atores do filme? Ouví dizer que está muito bom, procede?

  5. @Evilzin: Então Evilzin, não dá pra falar muita coisa, pois o pessoal está lá apenas para recitar as falas. Há, porém, um alívio cômico bastante competente.

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