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Crítica: Atividade Paranormal, de Oren Peli

PhotobucketEm 1999, o estilo documental de se apresentar um filme de ficção foi trazido à baila com o lançamento de A Bruxa de Blair. Na época, imersão na história provocada pela câmera na mão e a narrativa em primeira pessoa elevaram a instigação do terror a um patamar diferenciado. Pegando carona, produções caras procuraram explorar este filão, como Cloverfield (2007) e o espanhol REC (2008), obtendo êxito razoável. Voltando ao início do ciclo, ou seja, das produções baratas e beirando o trash, encontra-se Atividade Paranormal (Paranormal Activity, EUA, 2007), filme onde um casal é aterrorizado por poltergeist nada amigável.

Katie (Katie Featherston) e Micah (Micah Sloat) vivem nos subúrbios de Los Angeles, e Katie vem se queixando de presenciar fatos estranhos, de cunho paranormal. Daí, seu namorado usa este fato para comprar uma câmera de última geração, com o intuito de “documentar as aparições”. É, portanto, a partir das filmagens de Micah que vamos acompanhar os percalços vividos pelo casal. Toda essa introdução à história é apresentada pelo diretor Oren Peli de forma bastante simples, porém engenhosa, através das conversas entre Katie e Micah.

PhotobucketComo nos filmes inicialmente citados, o senso de realidade e os despojamento dos atores rapidamente captura a atenção da audiência. A crítica xiita tem reclamado bastante da performance dos protagonistas; entretanto, apesar do claro amadorismo que as atuações exalam, o desempenho do casal é bem a contento e em momento algum atrapalha o clima de medo e angústia crescentes. Outro problema apontado com frequência é que as cenas de suspense e terror acabam por se tornar bastante repetitivas, o que de fato é verdade, porém não enxergo um problema maior aí. Apesar de semelhantes, cada momento apreensivo subsequente sobe um nível a mais em relação ao anterior na escla de thriller.

Até certo ponto, o caráter mambebe da produção ajuda no que concerne a não utilização de imagens geradas por computador. Os sustos são pregados da forma mais comum possível, crus e mecânicos, e podem acreditar, funciona. Há aqui um paralelo, guardadas as respectivas proporções, entre Atividade Paranormal e O Exorcista (1973), que reside no crescendo do terror atéo clímax final, com pitadas de sustos bruscos pelo caminho. PhotobucketComo já foi debatido aqui mesmo no Gaveteiro, o bom e velho terror convencional, sem malabarismos computadorizados, triunfa com louvor. Não que o emprego de CGI seja um problema na gênese do medo, mas os artistas envolvidos no processo de criação nestes casos específicos tem errado bastante. Mas, uma produção recente pode ser citada como contraponto, um filmaço sueco chamado Deixe Ela Entrar, onde o efeitos visuais são utilizados de forma contida e com bastante eficácia.

Não tem muito mais o que dizer. Atividade Paranormal mete medo, faz a gente suar frio de vez em quando, mas é só isso. Rapidamente esquecido depois da projeção, serve apenas como um passatempo simples, e bem macabro por sinal.

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 2

Som: 3

Geral: 3

*Imagens: Rotten Tomatoes

**Trailer:

Photobucket

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2 Respostas

  1. Vi o trailer desse filme no cinema, parece dar medo!

  2. @Manu Agra: Dá medo, mas o trailer é meio exagerado, rsrs. Desses filmes neste mesmo estilo, prefiro REC.

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