• Categorias

  • Arquivos

  • Agenda

    dezembro 2009
    D S T Q Q S S
    « nov   jan »
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    2728293031  

Crítica: Top Gun – Ases Indomáveis, de Tony Scott

PhotobucketTrês anos depois do relativo sucesso do vampirístico Fome de Viver (1983), o irmão do diretor Ridley Scott, Tony Scott, dirigiu aquele que até hoje é o maior sucesso de sua carreira, Top Gun – Ases Indomáveis (Top Gun, EUA, 1986). A presença de um astro em ascensão (Tom Cruise), junto com um casamento bem realizado de ação frenética com romance bobinho, tornam o filme diversão simples e garantida para quase qualquer tipo de gosto.

O filme mostra superficialmente a competição pelo primeiro lugar num curso de pilotagem voltado para a nata dos pilotos da Força Aérea Americana, onde maior atenção é dada ao personagem de Tom Cruise, cujo codinome é Maverick. A composição dos personagens é um desfile de chavões; além do mocinho, temos o antagonista chato (Val Kilmer), a instrutora bonita e que obviamente será o par romântico de alguém (Kelly McGillis), e o sidekick engraçadinho (Anthony Edwards, do seriado Plantão Médico). O elenco mais ou menos estrelado, que inclui ainda Meg Ryan e Tim Robbins (em pequenas participações), parece mais ou menos entrosado. A excessão é Val Kilmer, como sempre nos passando a impressão de que está deslocado ou pouco empenhado em trazer o espectador para a fantasia.

PhotobucketTalvez o maior motivo para que Top Gun seja bastante lembrado ainda hoje seja o caráter nostálgico que o filme exala. Um forte exemplo é a trilha sonora do filme, eternizada pelas baladas românticas da banda Berlin e pelos riffs oitentistas de Kenny Loggins. Outra, quem nunca foi a uma formatura onde Top Gun Anthem não fosse tocada? Essa música instrumental virou sinônimo brega de sucesso. Tecnicamente, o filme é muito bem realizado. Apesar de algumas sequências de ação aérea confusas, uma vez que a equipe de filmagem teve que obter tomadas de treinamentos reais com caças F-14 , ver potentes aviões de guerra fazendo manobras é eletrizante. De fato, depois de Ases Indomáveis, Tony Scott se especializou em produzir películas com elevados níveis de testosterona, abandonando o goticismo do início dos anos 80. Basta citar Dias de Trovão (1990) ou Inimigo do Estado (1998), bem como o ultra-mega-ótimo Maré Vermelha (1995). Cortes rápidos, máquinas possantes e muita ação estão presentes em todos estes filmes, o que aproxima o cinema de Scott do de Michael Bay. Não é uma novidade, uma vez que ambos diretores são cria do mundo da publicidade.

PhotobucketEm termos de roteiro, não há muito que discutir. Tudo é organizado de forma que o maior número de pessoas possa ser atraída ao cinema. Tom Cruise e o romance com uma mulher mais velha para agradar as moças, caças e mísseis rasgando a tela para que os rapazes não reclamem, e umas pitadas de humor para desopilar de vez em quando. Alguns pequenos problemas, entretanto, permeiam o filme. Cansa e parece infantil ver pela milésima vez o herói envolto com rastros deixados por um elemento paterno já ausente. Também fica difícil digerir que a excelência da Força Aérea Americana tenha sido formada na base do talento puro; a falta de uma maior abordagem acerca das dificuldades e percalços que envolvem a busca pelo conhecimento tanto técnico quanto prático deixa o filme extremamente raso.

Ah, mas e daí? O que importa é relembrar os bons momentos da Sessão da Tarde regadas a biscoito e vitamina de banana. Nada melhor do que um romancezinho só pra encher linguiça, e doses cavalares de caças atirando e entrando em Mach 1!

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 4

Som: 4

Geral: 3

*Imagens: FanPix

**Trailer:

Photobucket

Anúncios

10 Respostas

  1. Nunca gostei muito desse filme. Até vi recentemente para me lembrar melhor e me arrrependi! Acho que é filme pra sessão da tarde, na tv mesmo. Daqueles que você assiste enquanto tá no computador fazendo outras coisas.

  2. é, existem filmes piores que este…
    mas é um clássico

  3. A opinião de Tarantino:

  4. 😄

  5. Choro sempre que vejo esse filme =(

  6. Um classico que não vale a pena ver de novo.

  7. “Um classico que não vale a pena ver de novo.”

    Hahaha melhor definição ever! rs

    Que filme é esse do Tarantino, Fábio? Lembro de ter visto algo no Tarantino’s Mind, mas não sabia em que filme era isso.

  8. Nossa, Fabio, essa foi do fundao do bau hein? Trash! \o/ mas quando eu assisti (pirraia) me diverti pra caramba! ahahaha!

  9. @Flyfish: Pow fly, nem sei, valeuma investigação, hehe

    @Nancy: “Fazendo o futuro, sem esquecer do passado”, como diria um bom recitador de chavões, hehe

  10. […] como disse Fábio nessa crítica: Talvez o maior motivo para que Top Gun seja bastante lembrado ainda hoje seja o caráter […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: