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Realidade Virtual: Realidade x Virtual

Bem, eu sou o Razor e gostaria de começar a minha primeira postagem do Realidade Virtual analisando essas duas palavras que estão cada vez mais próximas no mundo dos games e, porque não, das nossas vidas. Não poderia deixar de iniciar o meu texto de uma maneira mais interessante do que relembrar aqueles saudosos anos 90, década esta, marcada pelos games 16bits da SEGA (mega drive) e Nintendo (SNES), tempos estes em que era impossível ir à casa de qualquer amiguinho e não encontrar um desses dois consoles.


Nessa mesma época eu ganhei o meu primeiro videogame, um Master System 8 bits de segunda mão (vindo de um primo rico) e que, claro, já tinha um console bem mais fodástico em casa. Não quero desprezar o grande console que foi o Master, e que me promoveu inúmeras horas de diversão. Apenas gostaria de salientar o meu sentimento de frustração em meados de 1994/1995. Era impossível uma criança da minha idade não se sentir chateada ao ganhar um Master System, enquanto que os seus colegas jogavam em casa o que havia de mais moderno para o SNES e Mega Drive. Eu comparava a possibilidade de ter um desses consoles com a de ter uma peça de ouro em casa. Convenhamos, quem iria querer jogar Master comigo, sabendo que ele só tem um joystick de dois botões e que era impossível encontrar jogos do calibre de Mortal Kombat 3 ou Top Gear, por exemplo, todos com uma qualidade gráfica e jogabilidade bem superior ao que o meu masterzinho e os seus 8bits poderiam oferecer.

Aí é que está o coringa da questão. E agora realmente começo a abordar o tema Realidade X Virtual. Cá entre nós, além de uma porrada de fitas (algumas impossíveis de zerar, vide Alex kidd), o meu master  tinha um diferencial bem interessante: uma pistola Lightning Phaser e um óculos 3D (meio remendado), além de uns 4 jogos que só rodavam somente com um ou os dois acessórios. Foi com esse “coringa” que pela primeira vez na vida eu consegui atrair a atenção dos meus amiguinhos para jogar MASTER SYSTEM lá em casa em vez de SNES ou MEGA DRIVE. Isso vai de encontro a toda uma lógica que envolvia a disputa econômica existente sobre quem é o mais moderno. E por que diachos a minha turminha acabou esquecendo (mesmo que por um período) o SNES e o Mega Drive?! Porque apesar de terem jogos de tiro em casa, nenhuns destes jogos levavam o conceito de segurar com as mãos uma pistola e matar alguns soviéticos do mal (rsrsrs) como em Rambo III. Era um conceito e uma vibração totalmente diferente dos outros jogos, apontar a pistola na televisão e puxar o gatilho, BAM BAM BAM!! Lembro bem da minha mãe assustada com todo aquele alvoroço de garotos olhando para uma tela enquanto que um destes disparava com uma pistola em frente a TV. Era coisa de louco! Ela mesmo dizia. Todo mundo, de certa forma, se sentia o próprio Rambo dos filmes. E por que não?! Adorávamos brincar também de polícia e ladrão logo em seguida (a pistola nesse caso ficava em casa pra não quebrar).

Foi daí em diante que jogando joguinhos como Shooting G , Rambo III, Space Harrier 3D  e Maze Hunter, que eu me esqueci um pouco da vontade de ter um SNES por um bom tempo. E confesso que ainda hoje sinto bastante saudade do velho Master. Hoje em dia nenhum jogo de tiro de computador ou console, consegue transmitir aquela sensação que eu tinha ao disparar com a pistola Lightining Phaser e usando os óculos 3D em frente da TV. Era legal, era como ter um arcade dentro de casa só para você.

É uma foto “old” porém bastante “gold”.  Eu jamais duvidei do poder de fogo dessa arma , e o carinha acima sabia bem do potencial dela rsrsrs…  Talvez nem ele tenha pensado nisso ou nem ao menos tenha jogado Master System. Mas o interessante disso tudo é observar como é tênue a linha que separa o virtual do real. E como muita gente pode criticar os games de “violência” ao ver fotos desse tipo. Por isso, como gamomaníaco, acho sempre bom estarmos munidos de argumentos para mostrar a essas pessoas que a violência não nasce nos games e sim na sociedade.

-“Mãe, me deixa zerar Rambo III em paz….”

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5 Respostas

  1. ficou legal

  2. Aew cara parabens pelo artigo.

    Logo de cara me identifiquei com vc pois tb so tive um video game quando um primo mais abonado ganhou um SNES ehheheh.

    Tem q se virar com o q tem em casa e a diversão não ficou pra trás. Eu ganhei um master 3 só com o SONIC na memoria e logo adiquiri 22 cartuchos, bons tempos.

    Desses joguei de pistola so joguei esse do Rambo e um dos bixinho que tinha 3 fases e vários níveis mas era bem divertido.

    flw

  3. Ainda conservo meu Mega Drive (ou Sega Gênesis, uma vez que era importado), acredito que ele ainda ligue. Qualquer dia vô colocar Mortal Kombat ou Shadow Dancer pra relembrar os bons tempos. Mas tu chegou a jogar alguma parada 3D?

  4. Esqueci, bom carnaval a todos! Eu já tô na gandaia,haha

  5. O Master também foi meu primeiro vídeo game… Bons momentos…

    Eu tive quase todas essas parafernalhas. Além da pistola, tinha vários outros tipos de controles. Eu tinha um num estilo fliperama também. Esse óculos eu não tinha, mas cheguei a jogar com eles certa vez, mas não achei lá essas coisas na época. rs

    Mas só pra constar, o Snes tinha sim pistola (na verdade, tava mais pra uma bazuca), mas não teve muito sucesso aqui no Brasil pelo visto… Até o Sega Saturn e o Playstation tinham pistolas também, mas eram caras. Ainda tentei comprar uma certa vez para jogar house of the dead, mas acabei desencanando… rs

    E sobre a notícia do tiozinho ali, como falaram, ninguém foi ferido porque a pistola tava desplugada! rs

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