• Categorias

  • Arquivos

  • Agenda

    fevereiro 2010
    D S T Q Q S S
    « jan   mar »
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    28  

Crítica: Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow

PhotobucketSÉRIE OSCAR® 2010

PhotobucketGuerra ao Terror (The Hurt Locker/EUA/2009) já pode ser encontrado na sessão de DVDs de qualquer loja de departamentos. Com lançamento no Brasil previsto para acontecer apenas para a mídia doméstica, as nove indicações que o filme recebeu no Oscar® 2010 animaram a distribuidora brasileira a lançá-lo nos cinemas. Abordando uma temática bastante norte-americana, as experiências de soldados no front, o filme da diretora Kathryn Bigelow, que já foi casada com James Cameron, é simples e direto; e só amealhou uma elevada quantidade de nominações ao prêmio máximo do cinema americano devido a um ano com uma safra relativamente pobre de filmes de cacife e a um momento histórico complicado.

O filme segue de perto a trajetória de três soldados lutando na Guerra do Iraque, que como a Guerra do Vietnã, ainda sustentará muitas películas nos anos vindouros. O trio, encabeçado pelo personagem de Jeremy Renner, compõe o esquadrão anti-bombas da Companhia Bravo em Bagdá. Apesar de situado num ambiente belicista, as situações vividas pelos soldados podem ser transferidas e adaptadas para experiências do dia-a-dia. Assim, o roteiro de Mark Boal evita que a maior parte da interação público-filme fique restrita somente ao espectador estadunidense, os conflitos humanos são universais. O Sargento de Primeira Classe William James (Jeremy Renner) é afoito e imprudente, sempre se aproximando de objetos suspeitos de serem bombas sem o devido cuidado inerente à função. Nas entrelinhas, James é um workaholic e extremamente habilidoso no serviço que desempenha, porém voltar à sociedade pode ser um problema quando se passa tanto tempo numa atividade perigosa, e para alguns, viciante.

PhotobucketSeus companheiros, o Sargento Sanborn (Anthony Mackie) e o especialista Owen Eldridge (Brian Geraghty) desaprovam este tipo de atitude. Sanborn, particularmente, personifica o sentimento que caracteriza toda a projeção: a guerra como um fardo, um peso que se tem que carregar com dificuldade. Claro, estão ali presentes alguns dos padrões que os filmes cujo pano de fundo são os conflitos armados tem que seguir; como a constante lembrança do choque entre culturas e a sensação de deslocamento, de que os soldados não pertecem àquele ambiente onde a ação transcorre.

A pergunta é: Guerra ao Terror seria aclamado do jeito que está sendo se não tratasse, pelo menos em algum nível, de um fato histórico marcante e corrente para os americanos? Acredito que sim, Bigelow em momento algum aborda o tema numa esfera mais abrangente que a das relações entre os soldados, e como uma guerra pode afetar fisicamente e mentalmente quem dela participa. E o faz com clareza e eficiência, basta lembrar de Torres Gêmeas, filme de Oliver Stone que foi lançado pouco depois dos ataques terroristas de onze de setembro de 2001 e não despertou o interesse de ninguém.

PhotobucketHá exagero, entretanto, em antever o filme como o grande vencedor da cerimônia que se realizará no dia sete de março. Não vejo um desnível muito grande entre Guerra ao Terror e os outros indicados na categoria de melhor filme. Há que se considerar, porém, o ótimo trabalho da equipe técnica; as cenas de ação, cujo ápice se dá numa tensa disputa entre atiradores de elite, são muito bem realizadas. A edição de som foi uma boa surpresa, os sistema 5.1 dos cinemas é explorado com bastante inteligência e criatividade, com clara preferência pelos graves; considero o filme nesta categoria superior ao favorito, Avatar.

Guerra ao Terror parece ser o único filme com alguma condição de fazer frente à hegemonia da ficção-científica de Cameron, veremos se este ano o universo fantástico ou o ranso da realidade se sobressairá. Lembrando que esta crítica faz parte do seção do Gaveteiro dedicada à cobertura do Oscar® 2010, onde serão apresentadas resenhas das obras indicadas a Melhor Filme. Logo abaixo, há o link para os textos relativos a outros filmes que estão concorrendo, não deixe de conferir. Boa leitura!

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 4

Som: 5

Geral: 3.5

Indicações

Melhor ator

– Fotografia

– Direção

– Edição

– Música original

– Melhor filme

– Edição de som

– Mixagem de som

– Roteiro original

*Imagens : Rotten Tomatoes

**Trailer:

Photobucket

4 Respostas

  1. Vou assistir esse filme cara, muito louco

  2. Fiquei bem curiosa pra ver esse filme. Sem assistir dá mesmo a impressão de que é só mais uma história “para americanos”, mas espero mesmo estar enganada.

    Boa crítica. =)

  3. @Tarta: já ta na videoteca, heh?

    @Triana: É um bom filme, mas acho que facilmente esquecível. ano q vem ninguem vai lembrar mais hehe

  4. @Fábio: Até tinha mas a qualidade estava ruim. hehehe

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: