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Tomo da Traça: O Nome do Vento

“Meu nome é Kvothe, com pronuncia semelhante à de ‘Kuoth’. Os nomes são importantes porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém tem direito de possuir. Meu primeiro mentor me chamava de E`lir, porque eu era inteligente e sabia disso. Minha primeira amada de verdade me chamava de Duleitor, porque gostava desse som. Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis-Cordas. Fui chamado de Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, O Arcano; Kvothe, O Matador do Rei. Mereci esses nomes. Comprei e paguei por eles. Mas fui criado como Kvothe. Uma vez meu pai me disse que isso significava ‘saber’. Fui chamado de muitas outras coisas é claro. Grosseiras, na maioria, embora pouquíssimas não tenham sido merecidas. Já resgatei princesas de reis adormecidos em seus sepulcros. Incendiei a cidade de Trebon.     Passei a noite com Feluriana e saí com minha sanidade e minha vida. Fui expulso da Universidade com menos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressar nela. Caminhei à luz do luar por trilhas de que outros temem falar durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorarem. Vocês devem ter ouvido falar de mim. (…)”

Olá leitores do Gaveteiro e especificamente do Tomo. Me chamo Lucas e junto com o Harijan estarei trazendo resenhas sobre alguns livros que gostamos e gostaríamos que vocês lessem também.

Escolhi O Nome do Vento para minha primeira resenha por muitos motivos, é lindo de chorar, é o melhor livro de ficção que a Sextante publicou desde Xógun – na minha humilde opinião – e me identifico muito com o autor. Comecemos falando sobre ele.

Patrick Rothfuss (Pat) nasceu no estado de Wisconsin nos EUA, graças aos longos invernos e a falta de TV a cabo, desenvolveu paixão pela leitura e pela escrita. Entrou na faculdade de Engenharia Química, desistiu, passou por vários outros cursos e terminou se formando em inglês, nove anos depois de entrar na faculdade. Nela ele descobriu que tinha jeito pra escrever, fazendo poesias para um jornal local. Pat leu incontáveis livros de fantasia e ficção, e depois de muitos ele começou a perceber como todos se repetiam, e se perguntava se ele já não tinha lido aquele livro antes. Então ele decidiu que escreveria algo único, uma fantasia diferente, no qual uma criança tivesse desafios de criança, e não que tivesse que lutar contra dragões e deuses para salvar o mundo.

Durante 14 anos Pat criou um mundo fantástico chamado “Os Quatro Cantos” e ambientou nele a história de Kote, na Crônica do Matador do Rei, que tem como primeiro livro O Nome do Vento. Com uma narrativa observadora, Pat começa apresentando seu protagonista, o dono da taverna Marco do Percurso. Logo em seguida O Cronista chega à taverna e depois de uma conversa, começa a escrever a história do nosso herói, ou vilão (?). A partir daí o foco da narrativa muda pra narrador-personagem, com o próprio Kote contando sua história.

A história de uma criança talentosa que cresceria para um dia ser o maior mago que seu mundo já conheceu. A íntima narrativa de sua infância em uma trupe de artistas, seus anos como uma criança quase animalesca em uma cidade dominada pelo crime, sua aposta para entrar numa lendária escola de magia. Tudo isso e muito mais é o caminho que levará Kote a se tornar o matador do rei. Uma história com muita ação, escrita pelas mãos de um poeta, que manterá o leitor virando as páginas.

“(…) Querem saber a verdade?”

Espero que leiam!

O NOME DO VENTO
Autor: Patrick Rothfuss

Editora: Sextante
Número de Páginas: 648

“Meu nome é Kvothe, com pronuncia semelhante à de ‘Kuoth’.

Os nomes são importantes porque dizem muito sobre as pessoas.

Já tive mais nomes do que alguém tem direito de possuir.

Meu primeiro mentor me chamava de E`lir, porque eu era inteligente e sabia disso.

Minha primeira amada de verdade me chamava de Duleitor, porque gostava desse som.

Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis-Cordas.

Fui chamado de Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, O Arcano; Kvothe, O Matador do Rei.

Mereci esses nomes. Comprei e Paguei por eles.

Mas fui criado como Kvothe.

Uma vez meu pai me disse

Que isso significava ‘saber’

Fui chamado de muitas outras coisas é claro. Grosseiras,

Na maioria, embora pouquíssimas não tenham sido merecidas.

Já resgatei princesas de reis adormecidos em seus sepulcros.

Incendiei a cidade de Trebon.

Passei a noite com Feluriana e saí com minha sanidade e minha vida.

Fui expulso da Universidade com nenos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressar nela.

Caminhei à luz do luar por trilhas de que outros temem falar durante o dia.

Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorarem

Vocês devem ter ouvido falar de mim. Querem saber a verdade?”

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8 Respostas

  1. Pelo visto a onda agora é falar de bardos! Hehe

    Gostei do texto, acho que nunca vi uma história de fantasia, pelo menos não lembro no momento, com um protagonista problemático… Isso é o que Kvothe parece ser. rs
    Estamos acostumados com aqueles personagens inocentes ou idealistas (vide Harry Potter e Frodo Bolseiro)…

    Mas tenho que confessar… Já não sou tão habituado assim a ler. E pegar uma série, cuja somente o primeiro livro tem quase 650 páginas, me assusta um pouco. =x

    Ah, legal esse trailer aí! Espero que no futuro todos os livros tenham trailers… Bem bacana, apesar do sotaque português soar esquisito. xD

  2. Nossa, muito estranho mesmo o sotaque! Keria saber como pronúncia Kvothe e não entendi qd ele falou no vídeo :/

  3. Ah já entendi… kkkk em cima tem dizendo (eu e minha mania de ler as coisas pulando) ;x

  4. O interessante é que a pronúnica do nome pelo autor é diferente de Kuoth, mais parecido com (qui)vo(u)th, mais ou menos isso. O ‘k’ é meio mudo, sei lá, diferente =)

  5. umdos melhores livros de fantasia já lançado fato

  6. Cada vez mais Lucas me deixa com vontade de ler esse livro… Ele realmente parece ser diferente do ‘comum’ , que é o que chama a atenção. To só esperando a fila diminuir pra ler \o

  7. Bea mão de vaca o livro é baratinho -.-” acho que comprei por 50 lesco-lesco

  8. Quem se interessa por fantasia, procurem pela trilogia Mistborn. Se bobear, escrevo sobre ela no Desenterrando eventualmente.

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