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Crítica: Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo, de Mike Newell

Adaptações para o cinema de videogames em geral acabam resultando em filmes ruins. Os roteiristas e diretores acabam sendo desleixados, contando com um público fiel que certamente migrará do mundo dos joysticks para o ambiente da tela grande. Em mais uma parceria com a Disney, Jerry Bruckheimer novamente cede aos desejos de megalomania em Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo (Prince of Persia – The Sands of Time/EUA/2010); entretanto, um diretor com experiência em filmes de aventuras juvenis (Mike Newell) agrega dinamismo a um filme que poderia ter sido tão ruim quanto a maioria dos filmes de games.

A diferença de Príncipe da Pérsia não reside no aspecto originalidade. De fato, é uma aventura bem comum, onde cada passo adiante e diálogo vindouro pode ser facilmente antecipado. Vocês devem recordar desse mesmo papo na época em que Avatar chegou aos cinemas; e aqui repito o que afirmei naquele momento: aqui isso não importa muito. O investimento é concentrado nas cenas de ação, nos efeitos visuais e na paleta alternante entre cores desérticas e auríferas, concedendo ao filme uma identidade visual bastante peculiar.

Só isso, todavia, não é suficiente para criar uma obra com um mínimo de qualidade. O roteiro simples chega para dar alicerce à adaptação, privilegiando cortes rápidos e dinâmicos, porém sem perder o foco na aventura e nas gags periódicas, mistura perfeita para agradar ao público-alvo. No filme, o irmão mais novo do clã persa, Dastan (Jake Gyllenhaal), acaba sendo injustamente acusado de assassinar o próprio pai, o Rei Sharaman. Com a ajuda da princesa de Tamina (Gemma Arterton), a qual esconde segredos acerca de uma adaga que detém poderes sobrenaturais, Dastan tentará provar sua inocência. É na mitologia que envolve a tal adaga que mora a principal falha do filme; todo o motivo que leva Tamina a guardar a arma, e de certa forma conduz a história, é bastante confuso e ambíguo, temos certeza apenas de que a adaga não pode “cair em mãos erradas”, como seria dito numa dublagem mal feita.

A diversão, contudo, não se perde. Os saltos e pulos do protagonista, tão característicos do game criado na década de 1990, estão lá, para deleite dos fãs. O alívio cômico de Alfred Molina funciona bem, e o casal principal não compromete o resultado. Gyllenhaal apresenta uma atuação default, investindo na condição de galã para as garotinhas de plantão, e Gemma Arterton tem uma presença mais constante do que em Fúria de Titãs, porém com a voz igualmente irritante. Um conceito pouco abordado de viagens no tempo, porém tratado por autores de ficção-científica como Philip K. Dick, é apresentado de forma bem interessante.

Há, obviamente, um cuidado maior na transposição de Príncipe da Pérsia dos consoles para a sétima arte do que o que normalmente é dado a adaptações de games. Não que atualmente os jogos precisem ser levados ao cinema, muitos deles possuem histórias e roteiros bem mais elaborados, mas se a pretensão é filmar um passatempo que remete nostalgia para tantos um mínimo de apuração é preciso. Os responsáveis por Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo entenderam isso, e quem dera fosse sempre assim.

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 4

Som: 4

Geral: 3

*Imagens: Rotten Tomatoes

**Trailer:

9 Respostas

  1. Heath Ledger morreu com a fama de CORINGA.

    Vamos ver se com esse filme, o Jake consegue perder a fama de Cowboy homossexual, haha

  2. Eu vi o Maurício Saudanha botando pra lascar nesse filme no Cabine Celular. Você já foi mais neutro, acho que posso acabar curtindo então. Hehe

    Esse é o tipo de filme que pode render facilmente uma sequência.

  3. geralmente não costumo ir assistir a filmes de jogos ou adaptações com pouco orçamento, mas no caso o PoP as criticas que eu li se mostraram relevantes só espero não me arrepender

  4. Mais uma vez vou comentar numa critica de um filme que ainda não pude assistir.

    Mas como um fã das série de jogos que serviu de inspiração para o filme e tendo detonado os 3 jogos. Posso afirmar que pelo trailer o filme é fiel a caracterização de personagens, fotografia e efeitos especiais. Vamos ver como ficou o roteiro do filme. E a duvida é. Se Sand of Times O filme engloba a historia dos 3 games ou apenas do 1° game da série do mesmo titulo.

    flw gaveteiros.

  5. Bom, vou ir assistir sexta, depois comento.

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