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Desenterrando Tranqueiras: Resident Evil 1, 2 e 3

Zumbis, corporações malígnas e cientistas loucos… Engraçado como esses jogos, com mais de 10 anos – e gráficos “feios” para os padrões da nova geração -, ainda hoje conseguem te deixar com medo ou apreensivo. Os três primeiros da série Resident Evil introduziam o jogador em uma atmosfera fantasmagórica, envolvendo mortos-vivos e criaturas geneticamente modificadas, com tal realismo que nem mesmo muitos filmes de zumbis conseguiam fazer. Você se sentia parte da história, parte do mistério, e sobreviver ao horror era algo levado bem ao pé da letra nesses games.


Resident Evil 1, produzido pela Capcom, saiu para o primeiro Playstation em 1996, trazendo maior popularidade ao gênero Survival Horror que já tinha sido desbravado anteriormente por Alone in The Dark (1992). A história era relativamente simples, mas com um certo charme, pois contava com algumas reviravoltas na trama e um clima de mistério no ar. Você podia controlar Chris Redfield ou Jill Valentine, ambos membros de uma equipe especial da polícia: os  S.T.A.R.S., que por analogia, podemos comparar à SWAT americana.

Interessante que Resident Evil 1 lembrava muito a um típico filme de terror trash. Inclusive a abertura do jogo foi feita com atores de carne e osso em um curta metragem que se tornou clássico entre os fãs da série. Surgiram diversos boatos que esses “atores” seriam, na verdade, estrelas pornôs, mas nunca vi nenhuma prova concreta disso (if you know what I mean…). A dublagem nada natural e o roteiro que beirava a idiotice acabou dando a volta por cima e, em vez de serem  alvos de críticas, os fãs aderiram à tosquice e consagraram como elementos que davam mais charme àquela temática trash, que talvez nem tenha sido planejada pelos produtores.

Diálogos “clássicos” retirados do primeiro jogo:

– É você, Chris?
– É você, Rebecca?

– Jill! Você está aqui!
– Barry! Você está aqui também!

Abertura de Resident Evil 1, em live action:

Após um sucesso astronômico alcançado pelo primeiro jogo, em 1998 saiu Resident Evil 2, também para o Playstation. A sequência contava com personagens novos, Leon e Claire, gráficos bem superiores, um certo realismo e maior liberdade. Aqui já não existia muitas características de filmes trash (apesar de ainda haver cientistas loucos na história), o que dava força ao argumento que o primeiro game foi para aquele lado acidentalmente… Em Resident Evil 2, você agora não exploraria  apenas lugares fechados, como a mansão ou a casa de guardas do anterior, mas uma parte da cidade e o departamento de polícia, onde os personagens do primeiro jogo trabalhavam… Esse link na trama deixava a história da continuação bem envolvente e, “de quebra”, tornava o antecessor ainda mais interessante.

Resident Evil 2 conseguiu bater o sucesso do primeiro e dar uma certa popularidade à série, de forma que o terceiro jogo saiu no ano seguinte, 1999. Resident Evil 3 não fez tanto sucesso como os anteriores, mas ainda sim se tornou mmemorável por voltar com uma das personagens mais carismáticas da série, Jill Valentine, e por trazer um dos vilões mais marcantes do mundo dos vídeo games, o Nemesis, que era como se fosse um zumbi ultra-modificado (mais parecendo um Frankenstein moderno), super ágil e com habilidades para manusear armas de fogo (uma bazuca, pra ser mais preciso).

Existiram ainda vários jogos com subtramas baseadas na franquia, comos os títulos Survivors, o Code: Veronica, Outbreaks, etc… Alguns de qualidade, mas a maioria bem inferior aos originais. Em 2002 foi feito um remake do primeiro jogo para o Gamecube, console da nintendo, trazendo aquela história que já conhecíamos com gráficos de última geração (ainda lindos aos olhos nos dias de hoje)… O jogo fez sucesso, mas não foi nada perto do que o original fez em sua época, agradando mais os antigos fãs do que as gerações mais novas.

Resident Evil de 1996 (esq.) e seu remake de 2002 (dir.)

Atualmente a série vai caminhando constantemente para o gênero de ação, o que dividiu bastante os antigos fãs. Particularmente, eu gosto dos novos jogos, mas aquele clima que se tinha ao jogar Resident Evil se perdeu… É duro gostar de algo que já não é mais tão comercial.

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6 Respostas

  1. eu me lembro que quando saiam os jogos meu primo levava o playstation pra minha casa pra jogar “comigo” só que eu tinha medo, ele jogava e eu olhava (de vez em quando) no RE 4 eu já jogava, e ajudava ele a fazer os quebra cabeças, muito bom o post

  2. Aqui era parecido com o RE1. Meu irmão jogava e eu assistia rs… Eu acho que eu só fui jogar sozinho depois de bem um mês que eu tinha comprado o jogo. Eu era muito frouxo mesmo… Hahaha

    A gente demorou cerca de 12 horas pra fechar o jogo pela primeira vez, se não me engano. Isso porque estávamos usando um detonado.

  3. Legal esse post. Apesar de eu só conhecer os filmes e nunca ter jogado, ja vi meu cunhado jogando e dá medo meesmoo.. rsrs =p Eu tenho medo, n vo mentir… n gosto de ta levando susto, ainda mais de zumbi (ai n durmo a noite) kkkkkkkk

  4. Muito bom este post,lembrei do tempo que jogava,nunca tive medo…Sempre tive uma vontade violenta de matar zumbis,meu primo tinha medo de jogar,por isso ele quase me deu o jogo por estar com medo de jogar.

  5. Em questão de zumbis,eu acho que Left 4 dead ganha de Resident Evil.

  6. Aquela introdução tosta ainda ficará marcado em minha memória por muitos e muitos anos hehehe.. Resident Evil é minha série de jogos favorita, apesar do caminho que está levando hj ainda sim gosto da franquia.

    Vcs são muito cagões pô rsrs.. Eu era mulekão tb e nãi tinha tanto medo… adorava explodir cabeças kkkk

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