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Crítica: Shrek Para Sempre, de Mike Mitchell

Boa parte da crítica tem sido bastante dura com Shrek Para Sempre (Shrek Forever After/EUA/2010), a nova aventura do ogro verde da Dreamworks SKG e sua trupe de amigos engraçados. Apesar de já no terceiro filme a franquia apresentar sinais de desgaste, não chego ao ponto de desprezar o quarto filme da série. Apesar do clima de história anexa e piadas requentadas, Shrek Para Sempre cumpre seu papel de divertir, só que dessa vez flertando mais com as coisas que a criançada gosta.

Afirmo isso porque sempre enxerguei toda a série de filmes como algo direcionado para adultos. É interessante, visto que este ano uma franquia bem caracterizada como voltada para um público majoritariamente pueril, Toy Story, sofreu uma guinada em direção à abordagem de temas mais maduros; ao mesmo tempo em que Shrek meio que deixou de lado as piadas pesadas e calcadas em elementos da cultura pop adulta. Neste filme, o ogro boa praça começa a se sentir entediado com a vida de família e a rotina do casamento com a princesa Fiona, sentindo falta da época em que era um ogro temido nas florestas de Tão Tão Distante. Durante um momento de raiva e numa atitude impensada, Shrek faz um acordo com o duende trapaceiro Rumpelstiltskin (nome difícil!), e acaba indo parar numa espécie de universo paralelo, no qual sua existência fora simplesmente apagada. Mote bem comum, mas razoável para uma série de filmes cuja proposta é parodiar contos de fadas.

Claro, como todo bom conto de fadas está presente ali a lição de moral, que não chega a ser dada em tom professoral como o final de um episódio de He-Man, mas se apresenta um pouco mais afetada do que de costume. Dito isto, penso que o principal atrativo do filme localiza-se nos aspectos técnicos. Os efeitos de terceira dimensão estão anos-luz à frente daqueles implementados pela Pixar, como já bastante discutido anteriormente, e causam até boas surpresas. Uma sequência específica se destaca: aquela onde há um ataque de bruxas montadas em suas vassouras voadoras. Os gráficos das feições dos personagens estão muito boas, as de Shrek especialmente parecem bastante humanas.

Acho muito difícil apontar diferenças muito gritantes no quesito tecnologia entre os três estúdios de animação que dominam o mercado: Pixar, Dreamworks Animation SKG e Blue Sky. Nos três, os animadores são extremamente competentes, e em cada novo filme lançado o nível de esmero é elevado a patamares incríveis. Mas, em termos de roteiro, infelizmente ninguém consegue nem triscar na Pixar/Disney.

Ou seja, não há mais o que espremer de Shrek. A odisséia do ogro, Fiona, Burro, Gato de Botas e demais amigos, se não se encerra de forma perfeita, também não tem um epílogo ruim, como muitos alardeiam. A Dreamworks SKG se despede de seu principal filão, e é hora de explorar novos caminhos. Assim como faz a Pixar, e de certa forma a Blue Sky também, é preciso buscar a inovação e novas possibilidades de entreter. Num nicho onde ser bom não é suficiente, eternos filmes do ogro verde poderiam ser a ruína do estúdio de Spielberg. Aparentemente, este fato parece ter sido compreendido pelos responsáveis pela divisão de animação da empresa, o que é sempre bom.

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 4.5

Som: 3.5

Geral: 2.5

*Imagens: Rotten Tomatoes

**Trailer:

Uma resposta

  1. […] Crítica de Shrek Para Sempre (Por Fábio) […]

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