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Crítica Classic: Além da Imaginação – O Filme, de John Landis, Steven Spielberg, Joe Dante e George Miller

“You’re moving into a land of both shadow and substance of things and ideas. You’ve just crossed over into… The Twilight Zone”. No início da década de 1980 um time de diretores visionários se reuniu para realizar uma homenagem a uma das principais séries de fantasia/terror/sci-fi já produzidas. O resultado foi Além da Imaginação – O Filme (The Twilight Zone – The Movie, EUA, 1983), filme pouco conhecido do público brasileiro, mas muito interessante para quem curte aquele filão pouco ou mal explorado idealizado por Rod Serling na década de 50: histórias fantásticas com um pouco mais de cérebro. Ou não!

O seriado Além da Imaginação começou a ser transmitido na TV americana na década de 50, e cada episódio era fechado, ou seja, toda semana o espectador via uma história totalmente diferente, não existia a necessidade de acompanhar continuadamente a série. As narrativas normalmente apresentavam indivíduos comuns lançados em situações inusitadas e fantásticas, claro, sempre respeitando as limitações técnicas de produção da metade do século XX. O filme de 1983 permanece na mesma linha, são mostrados quatro média-metragens independentes mais um prólogo.

O primeiro segmento, dirigido por John Landis, é o mais fraco, e conta a história de Bill Connor (Vic Morrow), americano de classe média que se vê em circunstâncias onde assume o papel de minorias que já foram alvo de seu próprio preconceito. O primeiro conto, de fato, ficou mais conhecido por um ocorrido no set de filmagens do que pela qualidade da história propriamente dita; o ator Vic Morrow e mais duas crianças da figuração acabaram morrendo durante um acidente com um helicóptero durante a realização de uma sequência que recriava a Guerra do Vietnã.

A partir daí, é clara a identificação de cada segmento com seus respectivos diretores. O segundo conto, dirigido por Steven Spielberg, trata de um tema recorrente na carreira deste diretor, que é a nostalgia dos tempos de infância. Neste segmento, Mr. Bloom (Scatman Crothers) é um dos novos residentes da casa de repouso para idosos Sunnyvale, e além de otimismo traz consigo um artifício quase mágico para inspirar os velhinhos do lugar. Inserida justamente no meio do filme, a história dirigida por Spielberg é a de temática mais leve e a que contém algum conteúdo de humor, servindo como um respiro antes das narrativas mais densas e pesadas.

Novamente, é muito fácil perceber as características de Joe Dante no terceiro segmento. Aqui, uma viajante (Katheleen Quinlan) acaba se envolvendo com uma criança muito estranha, Anthony (Jeremy Litch). Anthony na verdade é um garoto que possui poderes mentais, mais especificamente, de tornar qualquer coisa que ele pense em um fato real, e Dante mostra como isso pode ser aterrorizante. A marca do diretor está nas muitas referências ao mundo dos desenhos animados, bem como no extenso uso de animatrônicos em cena, alguns tão amedrontadores quanto bem feitos.

A cereja do bolo, contudo, reside no quarto e último segmento, dirigido pelo australiano George Miller, de Mad Max. O mote é igualmente surreal e assustador, apresentando o personagem John Valentine (John Lithgow). Valentine está num voo para Los Angeles, e como muitos passageiros, tem medo de viajar de avião. Um dos ataques de pânico do Sr. Valentine é incrementado quando ele, ao olhar pela janela do avião, vê algo que parece um monstrinho pendurado na asa destruindo os motores. Simplesmente fenomenal a forma como a série é retomada e homenageada neste conto final, num crescendo de tensão e non-sense que só Além da Imaginação, nos seus melhores episódios, poderia atingir.

Como um bom livro de contos, Além da Imaginação – O Filme nos dá a oportunidade de diversão não apenas com uma única história de fantasia, mas com quatro. Não chegam a recobrar os melhores roteiros do seriado, mas prestam um tributo louvável à série, sendo obrigatório não apenas para os fãs da criação de Rod Serling, mas para qualquer um que aprecie contos fantásticos e de ficção científica.

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 3.5

Som: 3.5

Geral: 3.5

– Todas as imagens do filme são marca registrada de seus proprietários.

*Trailer:

2 Respostas

  1. Esse filme é um que tem uma mulher sem boca que passa o dia a ver televisão, que de início a câmera só mostra o olho dela? Por que se for, é uma das imagens mais angustiantes da minha infância. Vixe!!!

    =*

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