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Crítica Classic: Alien – O Oitavo Passageiro, de Ridley Scott

Você consegue lembrar qual o último filme que combine sci-fi e terror que deixou você vidrado e colado na cadeira? Um pouco difícil não? Posso não lembrar de imediato do filme mais recente que conjugue estas características, mas os grandes clássicos logo vem à mente; e entre os clássicos alguns poucos representantes se sobressaem. Este é o caso de Alien – O 8o Passageiro (Alien/1979/EUA, Reino Unido), a primeira grande ficção do diretor inglês Ridley Scott e que se tornou um padrão de referência quando se fala em criaturas alienígenas assustadoras.

A história é simples, mas distante da infantilidade de boa parte dos filmes de ETs da década de 1980. Num futuro qualquer, uma nave de mineração espacial terrestre no caminho de volta a Terra detecta um sinal proveniente de um planeta remoto, sinal este que pode ser um pedido de socorro. Por termos contratuais a tripulação da Nostromo, a nave em questão, é obrigada a investigar a fonte do sinal; obviamente, aterrissar neste planeta desconhecido dá início a uma série de acontecimentos aterrorizantes. É aqui também quando temos o primeiro contato com a lendária Tenente Ripley (Sigourney Weaver), um dos pilares da tríade de principais duronas do cinema – as outras duas senhoritas são Sarah Connor (Linda Hamilton, em O Exterminador do Futuro 2) e A Noiva/Beatrix Kiddo (Uma Thurman, na duologia Kill Bill).

Alien não sofre com a falta de dinâmica que rege a grande maioria dos filmes de ficção e ação do final da década de 1970 e início dos anos de 1980. O primeiro motivo que sustenta essa afirmação é que não se trata de um exemplar de filmes de ação legítimo. Com isso, todo o roteiro de Dan O’Bannon e Ronald Shusset se preocupa e tem como objetivo principal a criação de um ambiente extremamente claustrofóbico e tenso; tentativa que poderia muito facilmente ter se desviado para o risível sem o devido cuidado. Este cuidado é bem evidente na escolha do pequeno mas ótimo elenco principal, composto por Tom Skerritt, Harry Dean Stanton, John Hurt, Ian Holm, Veronica Cartwright e Yaphet Kotto. John Hurt, particularmente, teve a sorte de protagonizar uma das cenas antológicas do sci-fi/terror mundial, aquela onde é mostrado o “nascimento” do monstrengo do filme.

Outro aspecto que revela o apuro da equipe no desenvolvimento de um filme crível é a determinação na realização tanto dos efeitos visuais quanto dos cenários. Os cenários, em especial aquele da sequência onde a tripulação da Nostromo adentra uma nave extraterrestre, é algo de primoroso. Os interiores da nave de mineração também não ficam atrás, esqueça a sucata e as latas de cerveja usadas para construir a Millenium Falcon. Aqui, a cenografia, assim como a primorosa edição de som, é coisa de gente grande. De modo óbvio, o que mais chamou a atenção na época do lançamento foi o monstro extraterrestre que mata sem remorso. Adotando o conhecido artifício de mostrar o ET em pequenas doses, até pelas restrições de qualidade de maquiagem e de animatrônicos do final da década de 70, Ridley Scott consegue criar toda uma sensação de medo digna dos melhores filmes de terror. Sim, há as famosas cenas horror gore, mas o pavor é construído principalmente pelo medo do desconhecido e daquilo que pode saltar inesperadamente das sombras.

Obrigatório tanto para os fãs de ficção científica quanto para aqueles que apreciam terror de qualidade, Alien – O 8o Passageiro teve algumas continuações, menos impactantes mas não necessariamente ruins; as continuações diretas sendo capitaneadas por talentosos diretores em início de carreira, como James Cameron e David Fincher. Infelizmente, alguns spin-offs vergonha alheia foram produzidos, como a série-galhofa Alien vs. Predador. Há um novo filme em pré-produção, dessa vez dirigido novamente por Ridley Scott, então um pouco do espírito original da série deve ser retomado. Pelo menos assim o espero. Bom fim de semana!

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 4

Som: 4

Geral: 4

*Imagens: The Movie Picture Database

**Trailer:


7 Respostas

  1. Sério que há um filme novo vindo aí sob direção do Ridley Scott? Dessa eu não sabia! Já estou ansioso!

    Alien e Predador foram dois dos meus filmes favoritos de terror na minha infância. Foi uma pena ter visto aquele crossover desgraçado depois de velho. Mas eu adoro esses dois personagens…

    Lembro pouco do Oitavo Passageiro, mas lembro isso que você falou, que o bicho aparecia aos poucos… Esse recurso foi o mesmo que aconteceu no Tubarão, pelos mesmos motivos. A limitação deixava esse pessoal mais criativo…

    Basta comparar o Yoda de O Império Contra-Ataca com o de A Ameaça Fantasma.

    • Cara, eu arrisco dizer eu o Yoda de O Império Contra Ataca é o boneco mais perfeito que eu já vi…

    • Concordo com o Fly. A falta de recursos tecnologicos da epoca fazia com que os diretores tivessem que abusar da criativiade.

      Eu não que o Ridley Scott só tinha dirigido o primeiro filme. Realmente a qualidade dos filmes decrescente.

      E o Alien vs. Pedrador nem devia ser citado pois não faz jus a nenhuma das duas franquias.

  2. […] Crítica Classic: Alien – O Oitavo Passageir (por Fábio) […]

  3. Melhor filme de ficção EVER!!!!!!!!!!!!
    Eles lançaram uma versão remasterizada, mas só do 1° e 2° até agora.

    Espero que o novo filme seja fiel, AVP foi péssimo..rs

  4. […] Crítica de Alien – O Oitavo Passageiro (por Fábio) […]

  5. acho, deveria existir um análise ou critica baseado em associações psicológicas. O filme Alien , o oitavo passageiro, a meu ver, é um prato cheio. Motivo pelo qual ele prende tanto a atenção dos expectadores. Não se trata tanto dos efeitos especiais espetaculares ou do terror que se consegue passar.Muitos filmes conseguiram isso, mas sim dos mecanismos inconcientes do comportamento humano que o fime consegue reproduzir no seu enredo. O mais facinante no fime, a meu ver , é o ciclo biologico do monstro que extrapola a simples curiosidade anatomica.O ciclo biológico do bichano simboliza os processos inevitáveis por que passamos desde a infância. Apesar de ser meio maquina o alien simboliza a determinação e crueldade de nosso inconciente com nós mesmos. “ovos” são frequentemente incubados na fase infantil sem nos darmos conta e vão eclodir mais tarde. Não é a toa que o trpulante não se dá conta que carrega dentro de si uma celula que mais tarde irá se voltar contra o seu hospedeiro. Me parece o comportamento doentio que muitos aparentados possuem de geração em geração numa espécie de cultura famíliar , um inoculando o princípio no outro.

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