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Crítica: Karate Kid, de Harald Zwart

Meia-noite, sala de cinema, sessão quase vazia. Três gatos pingados, na sua maioria pessoas com mais de 25 anos, reunidos para rever uma história repetida à exaustão nas matinês televisivas dos anos 80 e 90. Falamos da refilmagem de Karate Kid (The Karate Kid, EUA/China, 2010), filme que conta exatamente a história do filme original, todos sabemos como termina, e há apenas um leve toque de modernização. Mas mesmo assim, o velho conto de superação não deixa de fisgar a platéia, seja pelo caráter nostálgico, seja pela reapresentação de uma narrativa da busca pela integridade para um público jovem e que não tem paciência para aturar a falta de dinâmica da aventura de Daniel San.

Meio que servindo de trampolim para a carreira do filho de Will Smith e Jada Pinkett, a história do garotinho inserido num ambiente totalmente estranho vai um pouco além da mera diversão infantil. Claro, todos aqueles “anciões” da sessão de cinema supracitada buscam, antes de tudo, o contato com algo simples e que remeta às suas infâncias. É assim que conhecemos Dre (Jaden Smith) garoto de 12 anos de Detroit que tem que acompanhar a mãe, funcionária da indústria automobilística, transferida para Pequim. Nesta releitura (termo bonito, “releitura”) para o público infantil do final dos anos 2000, os percalços do garoto Jaden parecem muito mais críveis do que o que passava Daniel Larusso no clássico de 1984. Naquela época, Daniel era apenas um menino idiota que não sabia brigar e reclamava de tudo.
Em tempos de ascensão chinesa frente a um mundo de cultura ocidental dominante, o drama de Dre é mais próximo de nós. Obrigado à interação com um ambiente totalmente estranho, o garoto sofre ainda com o “bullying” escolar, termo relativamente novo e obtuso para um fato que sempre existiu mas só recentemente os pseudo-educadores resolveram prestar atenção. Seguindo a costumeira e batida história de superação, o menino começa a receber ensinamentos tanto nas artes marciais (Kung Fu, desta vez) quanto nos caminhos para o amadurecimento pessoal por meio de Mr. Han (Jackie Chan).
Mas e daí que a história é manjada? Apesar dos problemas e chavões, o filme de Harald Zwart até que funciona. A história vai se construindo com tranquilidade e sem passagens estrambólicas, e por incrível que pareça é capaz de segurar a atenção da geração Naruto. De qualquer forma, temos uma produção que proporciona ao pessoal mais jovem um roteiro que mostra a procura pela honestidade e pelo que é correto de forma simples, direta, e sem recorrer a nenhuma forma de apelação. Isso, de certa forma, não pode ser considerado ruim. Por exemplo, todas as cenas de luta, inclusive aquelas entre crianças, nunca se mostram extremamente explícitas, mas geralmente são muito bem realizadas e bem divertidas. E tirando a última luta, carregada de CGI vergonha alheia, os embates são praticamente desprovidos de efeitos computadorizados. Ainda assim, engolir que um garoto fracote, com uns poucos dias de treinamento, possa vencer oponentes altamente treinados é difícil.
Muito legal também é o elenco. Jaden Smith não compromete como protagonista, e o fato de o personagem ser mais novo do que Daniel San causa mais empatia. É evidente também a química entre Jaden e Jackie Chan, e muito legal também é ver o chinês num papel mais compenetrado e menos alucinado como nos Detonando em Nova Yorks da vida. A garotinha que faz o interesse romântico de Dre, Wenwen Han, também é bem fofinha, e muito mais simpática do que o personagem original de Elisabeth Shue.
Em suma, o que parecia ser uma bomba acabou sendo até um filme interessante. Não é a oitava maravilha do mundo, mas os pais mais preocupados podem ir tranquilos ao cinema acompanhando os pimpolhos. Histórias ingênuas e que incentivam a probidade, se não são inovadoras, mal não podem causar.

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 4

Som: 2.5

Geral: 3

*Imagens: Rotten Tomatoes

**Trailer:

9 Respostas

  1. Primeiro parágrafo bem diferente do seu normal – gostei que só! Texto leve.

    =D

    Beijos!!

  2. Google sobre “Karatê Kid”: você quis dizer “Kung-Fu Kid”🙂

    Ótima análise!

  3. É Fabio…você leu a minha mente!! dia 17/09 assisti o filme e achei e tive a mesma opinião sobre o filme.

    Realmente o filme é quase desprovido de efeitos computadorizados ,fora o ultimo golpe da ultima luta, que achei um pouco exagerado(a perna do menino “estica” ?)

    O filme é muito bom,apesar de alguns pequenos defeitos,Ótima analise!!!

  4. Pode crer o filme segue a receita de sucesso em roteiros de filme onde mostra de alguma forma a superação do personagem ou da equipe seja de esporte coletivo, dança ou luta.

    O unico problema é o que todo mundo ja percebeu o filme é de Kung Fu, apenas levando o nome de uma franquia de filmes ja conhecida como Karate Kid.

    Outra coisa que soube, é que o Will Smith é produtor do filme. Nada como um Paitrocinio pra alavancar a carreira do filho.

    Fora isso boa crítica Fábio

  5. Não vi e não gostei

  6. Sinceramente eu achei o filme muito bonito, um dos mais bonitos que já vi. Sei lá,deve ser porque não me lembro do Karatê Kid antigo por completo.

    No entanto eu adorei o filme, porque não é um filme de luta de apelação, e passa muitas mensagens boas no desenrolar do filme, que devemos refletir sobre os mesmos.

    E foi uma das melhores atuações do Jackie Chan, eu quebraria o DVD se o papel do Chan fosse do lutador+humorista que ele SEMPRE fazia. Jaden Smith pra mim tem um futuro legal como ator, eu seria mais fã dele se ele não tivesse feito uma musica com o Justin Bieber. Mas enfim, talvez discordem de mim, mas achei um filmaço!

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