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Crítica Classic: A Lenda de Billie Jean, de Matthew Robbins

Fair is Fair. É caras traças, vocês estão diante de mais uma pérola nostálgica. Mais uma vez um clássico da Sessão a Tarde aporta por essas bandas, e este é dos menos ruins que a tosquice oitentista poderia nos prover. Trata-se de A Lenda de Billie Jean (The Legend of Billie Jean/EUA/1985), filme que mostra de maneira inocente, porém divertida, a história de uma típica garota texana alçada à condição de símbolo da liberdade após ser acusada injustamente por um crime. Billie Jean, a menina do título, exemplifica com exagero a preseça da força midiática na construção e desconstrução de mártires; e apesar de ser uma diversão despretensiosa, alfineta com cuidado e ingenuidade a forma como a juventude, não só a americana, acaba sendo manejada com certa facilidade.

Billie Jean (Helen Slater) e seu irmão Binx (Christian Slater) são constantemente importunados por jovens de sua cidade, caso típico de bullying urbano, fato tão presente no subconsciente cinematográfico norte-americano. Em um desses encontros nada legais, a moto de Binx acaba sendo destruída, e Billie decide tomar para a si a tarefa de cobrar do pai do líder da pequena gang o ressarcimento pela motocicleta. Obviamente, o pai do escroto-mirim só pode ser um escroto-sênior, e o progenitor acaba sendo acidentalmente baleado.

A partir daí, a fuga de Billie Jean e seus amigos torna-se algo inspirador para aqueles jovens do sul americano, que abraçam a causa de Billie. Certamente, a causa da garota é mais do que simpática, afinal ela é a mocinha, mas a forma como a juventude é retratada, ou seja, como uma massa de manobra sem um pingo de senso crítico, é no mínimo estranha. Ou talvez eu esteja pedindo demais de um filme cujo foco é nada mais do que divertir apresentando a batida história de alguém que se levanta contra uma ordem previamente estabelecida e opressora.

E, de fato, A Lenda de Billie Jean não chega a ser um filme ruim. Gosto da clara e aberta relação estabelecida entre o personagem de Helen Slater e Joana D’Arc, além de algumas boas passagens cômicas. Boa parte do humor do filme reside no personagem da garotinha Putter, interpretada pela dubladora dos Simpsons Yardley Smith. Contudo, muito desse humor dilui passagens do roteiro que teoricamente deveriam refletir a aflição pela qual os personagens passam. Billie e seu pequeno grupo de outlaws, formado por Binx, Putter e mais uma amiga, não parecem estar sendo perseguidos pela polícia por tentativa de assassinato, dada a forma despojada e pouco séria com que encaram o fato.

A trilha sonora, apesar de muito boa, é um dos fatores que favorecem fortemente a datação do filme. O tema de Pat Benatar, roupas, atitudes, tudo é carregado de ranço oitentista; ou seja, prato cheio para os saudosistas da “década perdida”. Pena que um filme que era exibido constantemente nas matinês da Vênus Prateada e fez tantas das nossas tardes em casa mais divertidas tenha sido totalmente esquecido pelas emissoras abertas. Mas, como exibir um filme antigo, ou seja, com pouco apelo, e cheio de situações consideradas inadequadas por uma classificação indicativa no mínimo equivocada (eufemismo para burra)? Fica a impressão de que as crianças e adolescentes são tão estúpidos que não tem a capacidade de discernir entre uma obra de ficção bobinha e a vida real. Hum, pensando bem, pode ser que o pessoal da censura não esteja tão errado… Boa sessão nostálgica!

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 3

Som: 3

Geral: 3

– Todas as imagens do filme são marca registrada de seus proprietários.

*Trailer (Invincible – Pat Benatar):

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